Quem sou
Sou Paulo Tavares, escritor, ensaísta, músico, compositor e, acima de tudo, um buscador.
Escrevo porque há perguntas que nunca me deixaram em paz.
Quem somos por trás daquilo que pensamos ser? Por que repetimos os mesmos padrões, mesmo quando sabemos que nos fazem sofrer? De onde vêm nossos medos, desejos, culpas e contradições? O que existe além do personagem que construímos para enfrentar o mundo? E quanto daquilo que chamamos de realidade é realmente real — e quanto não passa de uma interpretação produzida pela mente?
Minha escrita nasceu dessa inquietação.
Não escrevo como quem encontrou respostas definitivas. Desconfio delas. Interessa-me muito mais investigar aquilo que normalmente evitamos olhar: nossas sombras, os conflitos interiores, o apego, o medo do vazio, os mecanismos do ego e as inúmeras vozes que habitam nossa mente.
Por isso, transito naturalmente entre psicologia, filosofia, metafísica e autoconhecimento. Não vejo fronteiras muito claras entre esses territórios. Quando a investigação é profunda, todos acabam conduzindo à mesma questão: o ser humano e o mistério de existir.
Essa busca também atravessa minha literatura e minha música. Como escritor, ensaísta, músico e compositor, encontro linguagens diferentes para investigar as mesmas inquietações. Às vezes elas aparecem numa reflexão filosófica; outras vezes, numa personagem, numa metáfora, num poema ou numa canção. A forma muda. A busca permanece.
Não tenho interesse em oferecer fórmulas para a felicidade, receitas espirituais ou verdades prontas. Também não pretendo dizer ao leitor no que deve acreditar. Este espaço existe justamente para o contrário: questionar aquilo em que acreditamos, inclusive nossas certezas mais confortáveis.
O Transconhecimento nasceu desse espírito.
O nome carrega uma idea que considero fundamental: conhecer a si mesmo talvez exija ir além do conhecimento convencional. Não basta acumular informações sobre quem somos. É preciso atravessar aquilo que pensamos saber sobre nós mesmos, observar nossos condicionamentos, reconhecer nossos personagens e, talvez, alcançar alguma coisa anterior às definições que carregamos.
Escrever, para mim, também é uma forma de fazer essa travessia.
Não escrevo de um lugar de chegada. Escrevo do caminho.
Continuo carregando dúvidas, contradições, sombras e perguntas sem resposta. Talvez seja justamente isso que mantenha a busca viva. Quanto mais observo a existência, menos interessado fico em respostas definitivas e mais fascinado me torno pelo mistério.
Este blog é um espaço para compartilhar essa investigação.
Alguns textos poderão incomodar. Outros talvez contradigam aquilo que escrevi anteriormente. Não vejo problema nisso. Pensar de verdade também significa permitir que nossas próprias certezas sejam destruídas.
Não quero ensinar ninguém a encontrar a verdade.
Estou tentando retirar de mim tudo aquilo que me impede de enxergá-la.
Se alguma coisa escrita aqui ajudar alguém a fazer o mesmo, então esta jornada já terá valido a pena.
Transconhecimento